tatatatata. TUM. tatatatatata.
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Abort Mission
23 Maio, 2010Desassossegas-me
9 Abril, 2010Piquei-me nas urtigas.
As ideias fogem-me todas para os sonhos. O chão levanta-se, não o chão de madeira mas uma imitação qualquer. Imperceptível até agora o embuste. Os gatos fogem das mulheres de cabelos curtos e ultrapassadamente loiras que me invadem a casa como se cá morassem. Vejo animais em bolas de pêlo que contorno com os pés atentos. Moscas em grande número desorganizado. Homens e mulheres tão longe nas suas vidas a serem recuperados em reflexos de gestos. Um bocejo contínuo. Uma incapacidade de remover o hábito inveterado para as fotografias. As minhas pessoas partem naturalmente para outro sítio qualquer. Sempre um beijo dado de qualquer maneira. O telefone quase toca.
Hoje um livro novo. O segredo de todas as histórias.
carta/s/ de amor
20 Fevereiro, 2009Mentirosas. Com as suas dez letras.
Tanto sentimento esgrimido. Tanta pousia. Todas uma mentira. Todas. Nestes momentos precisos em que penso em ti sabes o que faço? Leio-as. Sinto ainda, – tudo. Sinto-o, não como sempre foi, mas como passou a ser desde o momento de lucidez. De repente um enjoo. Um regurgitamento azedo do putrificado alimento engolido. Um nojo na boca.
Leio-as. Os decisivos instantes em que te endereçavas a mim e logo o asco cá dentro. Sei o que mato. Sei-o bem em cada frase que mato mais do que o dobrar. Que com o retorno do ácido à boca mato-te mais do que só a mim. Que o repugnante gosto que sinto galvaniza um todo que és, que sou, que é, que são. Estou pronta para morrer ou para viver duzentos anos.