Redículo é não gostar de cartas de amor. Sejam mensagens telegráficas sonoras, guardanapos de papel translúcido desenhados, baton num espelho, longas missivas nocturnas, fiquem guardadas entre os livros, nas memórias dos electrodomésticos, tenham cheiro de alfazema, bolor de caixa de sapatos, gordura dos armários da cozinha, terra sagrada, seja o vodka, ou o whisky.
Ridículo é viver ancorado nelas.