o cinema português,
Se perdermos um tempo de movimento, um tempo de silêncio,
Se o estremecimento de uma história nunca mais for sentido,
Eu verterei uma lágrima num gesto simples de quem já não pode nada,
Eu arrepanharei os dedos num gesto contido de raiva.
(…)
Sei que os campos imaginam as suas
próprias rosas.
As pessoas imaginam os seus próprios campos
de rosas. E às vezes estou na frente dos campos
como se morresse;
outras, como se agora somente
eu pudesse acordar.
(…)
Herberto Helder
Súmula
(Poemacto, 1961)
(Poema completo em Poesia.ii)