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2 Novembro, 2009

Não és mais podre. Nem menos puro. Nem a excepção. Nem o dúbio. És até um consolo. Um vai e vem a crescer e a ser arrancado.

       O mais doce será o teu olhar.

Não interessam os pensamentos. Nem recuar o corpo, - é amargo, um punho feroz no estômago -, uma ridícula memória. Um dia ou uma noite, os dentes e a saliva num deficiente batimento cardíaco. Ter o céu e a boca do inferno numa mudez, que é até o melhor, num ódio que já nem ódio é, nem para nada serve, só nos gela mais longe o horizonte.

      Chamar-lhe-ei outra coisa um dia. Talvez a menina seja loira e tenha a pele clara.

Não há fuga para o gás largado. O peso da cabeça num abandono do ar. Sem assinatura. Sem carimbo. Sem memória. Sem início. Sem fim particular.

(data)

Identidade

19 Fevereiro, 2009

Deviam? Há momentos em que me apetece. A adoençazita. Também a sinto, no pescoço, atrás, junto dos grandes tendões e à frente, no primeiro círculo dos nós do meu pescoço.

Devia já ter comprado um lavatório. Juro que hoje tentei. Acabei a comer um cachorro e num lançamento de um livro. Mas que dizes tu? Que não te sentes bem? Que me enviaste uma mensagem? Não recebi. Amanhã de manhã toca seguramente três vezes, não te inquietes. Que digo eu? Mi, vai buscar a bicicleta. Identidade… estás aí?