Nem sempre reparo no vapor que a colher de sopa liberta. É raro deixá-la dentro da sopa o tempo suficiente para que aqueça e fumegue, mas às vezes estou distraída e a colher fica lá pousada. Quando lhe pega reparo no vapor e penso sempre no tempo que vai demorar até estar fria e poder enchê-la de sopa para comer. Como sopa antes da refeição. Depois não me cai bem, torna-se indigesta. Às vezes o leite também, - em algumas manhãs mantenho o pequeno-almoço até ao meio da tarde como se tivesse comido um bisonte. Os cabelos, dizem-me, dão azia. Continuam a apetecer-me os estufados da minha mãe. As feijoadas que como com pão.
Um dia planto uma árvore, talvez um castanheiro. E depois apanho os ouriços. E calco-os. E como as castanhas cruas e suculentas no início do Inverno.