Acho que é o meu corpo, um produto de pecado. E a minha mente preversa e transtornada. E definitivamente os meus olhos cheios de firmeza. É um equívoco amarem-me.
Esforço a cabeça a pensar. Tenho dias até que acordo insuportável tal foi a noite. Apesar da sósia estar ali, diante de mim não percebo porque tenho de a matar. Um plágio de mim olha-se como,… não, nem sempre são âmbar. Gigantes e anões numa luta igual. Rebolam-se com as suas armas e atacam. E defendem-se. O pior está em mim. Ter diante de mim a surpresa da imagem pérfida. Uma valentia continuar a pensar onde foi que a vida me fez desejar, ao olhar a cópia, que seja ela a matar-me a mim. Ao nauseabundo ser aqui dentro. Gemo sem saber qual é o animal, se o que geme se o que está dentro enjaulado.
Ninguém chegará tão longe dentro de mim, não permito que vejam a aberração. Ninguém aguentaria tamanha terra. É um erro amarem-me. Não consigo dizer-vos por palavras mais justas este engano. Achei que tinham matado tudo e vejo que é a mim que é preciso que matem.