Não chove. Falta-me a água que cai sem nada. Cai porque é assim desde sempre. Não me reconheço neste sol sem sentido, destas tarde com abelhas. Fazem-me lembrar de coisas. Acaricio as pontas do bigode, suave como as sobrancelhas. Elevo o pescoço e acordo torta, enrolada numa pirâmide.
Dei início a uma história que um dia ela há-de ler.