Até quando

26 Outubro, 2011

Pergunto-me. Faço-me a pergunta desesperada de pensar até quando te espero. Chamo o teu nome nas ruas vazias. Nem um som. Nenhum estalar dos ramos. O teu doce pedido matinal. O sofá a correr em fios de alegria sangrenta. Tudo o que era teu me faz falta agora. Os teus lamentos nocturnos se eu não te deixava ficar na cama. Não pensei neste final. Não pensei nisto nunca. Nesta angústia. Neste desamparo. A tua metade aflita. Um ridículo espectáculo na prateleira do nosso quintal. Sentirás tu a falta dos meus beijos nos ossos brancos junto aos teus olhos? Sentirás tu a falta do calor? A fome? O medo? A dor? Sentirás alguma coisa parecida com o que sinto? Não sentes o peso que sinto da morte. Não sentes o início do fim que não sei quando decretar. Não sentirás nada, ou sentes tudo sem saber como sentir. As lágrimas não as tens. Estão todas em mim. Gosto muito de ti. Serás sempre meu. Estejas onde estiveres. Sempre meu. Sempre.

Deixar um comentário

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Modificar )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.