Dois e dois, ou o mais e o menos, ou qualquer coisa que nos relembre as matemáticas dos números. Uma carruagem de metro equilibradamente preenchida por sete negros, – ou castanhos como assinalam as crianças, – e sete brancos, – ou rosados como dizem as mesmas crianças (aliás, os livros infantis que decidem que os bonecos são todos arianos deviam rever este estilo, é impossível pintar um boneco da cor humana clara, ou fica amarelo, ou cor-de-rosa).
Os cabelos delas ou sujos ou mesmo bonitos. Não suporto mulheres de cabelos molhados na ciadade e muito menos cabelos porcos.
Um homem onde só os sapatos estavam em desacordo com o resto: convenhamos, todos, que os sapatos de vela são maus e não se fala mais nisso. (Ah sim, comprei sapatos novos, champanhe desta vez para parecer que tenho os pés nús.)
Umas janelas com sofás arranhados, ou vivos.
Umas unhas roídas ou uma pedicure.
Tenho dias em que por um acaso qualquer o sol, mesmo que não esteja a aquecer-me a pele, parece-me sempre mais quente, o mundo mais primaveril, as pessoas mais humanas, as comidas mais saborosas, os cheiros mais suaves.